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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

John Keats - 1795/1821

(...) Keats, assim, queria a sensação, e talvez o inefável, em vez da solução racional, adotada por outros poetas.
Outro princípio é o de esvaziamento da personalidade para ocupar o objeto de que o poeta estiver cuidando, 
o que equivale, mais simplesmente, a uma postura dramática. 
Lê-se em carta de 27 de outubro de 1818, a Woodhouse:



Quanto à personalidade poética em si (quero dizer essa espécie à qual pertenço, se sou alguma coisa; essa espécie diversa do sublime wordsworthiano ou egotístico...), ela não é ela própria - ela não tem eu - é tudo e é nada - não tem personalidade - aprecia a luz e a sombra  - vive no prazer; seja ela má ou boa, alta ou baixa, rica ou pobre, vil ou nobre - tem deleite igual ao conceber um Iago ou uma Imogênia. O que choca o filósofo virtuoso deleita o poeta camaleão.
[...] O poeta é o mais impoético de tudo o que existe, porque não tem identidade; continuamente adentra e enche outro corpo. O sol, a lua, o mar e os homens e mulheres, que são criaturas de impulso, são poéticos e têm um atributo imutável; o poeta não tem nenhum, nenhuma identidade. É certamente a mais impoética de todas as criaturas de Deus. 

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Trecho retirado de Keats - Ode Sobre a Melancolia e outros poemas.
Organização e tradução: Péricles Eugênio da Silva Ramos.

Editora Hedra (2010)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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