© - Copyright - ©

Copyright - © As fotos e os textos de Eliéser Baco aqui publicados têm Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98- ©

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Ás, vindo de Gothic




O sorriso dele se deu. Seu banho arrefeceu. O indivíduo robotizado e tranquilo; e uniformizado a florescer "sim". Transtornado e perdido dentro dos trovões e relâmpagos. Sua mente é uma perda dentro das métricas, metragens e forçosos abraços.
A imagem é tudo diante do momento genuíno.
Quero um gole dessa putaria escarrada dentro desse copo de fúria.
Um dia eu voo, ele diz. Um dia eu voo.
As pessoas caçoam de seu esforço segmentado, apostilado.
Beberei até a última gota desses pensamentos, diz, diante das ruas que passa quase a correr em direção ao trabalho. Os inteligentes são seres programados a passear com seu poder de consumo. Os demais são os que pensam demais, demais mesmo antes de tomar atitudes. Decisões.
Copo de água do mar para matar sua sede de natureza ou os cacos de pensamentos que se agitam em torno de sua fome de verdade?
Autenticidade.
Ninguém cogita arriscar-se na autenticidade de sua existência, ouve o reflexo da moça lhe dizer.
Tropeça nos degraus do ônibus. Risos e chacotas diante do asfalto. Nariz sangra.
Um dia serei asfalto para os robôs passarem?, resmunga!
Seus papéis voaram ou foram assados pela roda do ônibus articulado e senil.
Sua roupa está manchada do nariz quebrado. Sua alma está quebrada das manchas da sociedade.
E nada mais existe senão um simulacro de conversa, de sorriso, de contrato.

.........
Texto e foto: Eliéser Baco

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O Vulto

Só mais uma flecha. Mais uma sombra. Uma tempestade a vencer.
Um abismo de sons e dizeres em relação ao vazio daquele ser esquecido.
Que já foi considerado distintamente. Hoje, um aperto entre imagem e espaço acinzentado.
O que trouxe para perto nem mais digno de rememoração.
O que se anseia é o caos e o nada, a falta e a coisificação do outro.

Um atalho, uma busca, um mapa, uma centelha, uma pira, uma fogueira.
Repreender, censurar em voz alta tudo que gira ao redor de quem só pode suspender as patas em defesa própria.

Traquinagem da natureza. Nem animal, nem homem.
Apenas uma serventia enquanto a respiração ali se mantém compassada.
O vulto, tão propriamente, entre nuvens e repentes. Tão despudoradamente, como pode? Como ousa? Respirar compassadamente, nem animal, nem homem, um resquício, farrapo, um devastado, e só, cinza concreto, um pó, de origem questionável, tão somente ...


Vulto.  
.........

Texto: Eliéser Baco.
Ocorreu um erro neste gadget

Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional