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quarta-feira, 12 de novembro de 2014

O Vulto

Só mais uma flecha. Mais uma sombra. Uma tempestade a vencer.
Um abismo de sons e dizeres em relação ao vazio daquele ser esquecido.
Que já foi considerado distintamente. Hoje, um aperto entre imagem e espaço acinzentado.
O que trouxe para perto nem mais digno de rememoração.
O que se anseia é o caos e o nada, a falta e a coisificação do outro.

Um atalho, uma busca, um mapa, uma centelha, uma pira, uma fogueira.
Repreender, censurar em voz alta tudo que gira ao redor de quem só pode suspender as patas em defesa própria.

Traquinagem da natureza. Nem animal, nem homem.
Apenas uma serventia enquanto a respiração ali se mantém compassada.
O vulto, tão propriamente, entre nuvens e repentes. Tão despudoradamente, como pode? Como ousa? Respirar compassadamente, nem animal, nem homem, um resquício, farrapo, um devastado, e só, cinza concreto, um pó, de origem questionável, tão somente ...


Vulto.  
.........

Texto: Eliéser Baco.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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