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terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Informações sobre meu primeiro romance

Em breve, em alguma data a ser divulgada no site www.pasavento.com.br, ou na fanpage https://www.facebook.com/pasavento.


O limite




Beira ele então, as discórdias próprias a olhar seu reflexo.
Seu ritmo, seu som, seu desnorteio.
Cabelos grandes, orelhas quase cobertas pelos tufos todos.
Olhar cansado mira o machucado na boca.
No canto esquerdo do banheiro um livro amassado. Curto, capa simples, sem desenho ou estilo próprio. Apenas autor, título e editora.

Escova de dente arrebentada dentro da pia.
Escorre sangue do nariz, se pergunta mentalmente se pode ser mais sério.
Apenas ri do limite que está, olha os pés descalços e unhas bem cortadas.
As roupas no chão do banheiro. A latrina branca e sempre muito limpa.
As coisas todas bem mais cuidadas do que ele próprio.
O maquinário todo polido dentro da casa.

A seca na cidade. As manifestações nas ruas. Circo e pão integral para o povo. E seu sorriso aumenta gradativamente diante do espelho.
As celebridades. O aumento dos preços. A falta de ações para saúde pública, segurança pública, educação pública. A imprensa ajuda nas informações imprecisas e tendenciosas. O jornalismo tem a voz do patrão e não da verdade. Quando se olha, o globo ocular é cinza e o sorriso imenso.

O descaso consigo mesmo.
Não vota, não faz política, paga seus impostos.
Seu pai morreu na fila do hospital. Sua avó agonizou no chão de um hospital. Todos públicos. Com fé na tríade dos altos céus e na herança do povo brasileiro: sua receptividade aos estrangeiros. Todos os povos têm acesso ao país. Qualquer endinheirado estrangeiro pode abrir negócio, sonegar impostos e maltratar consumidores brasileiros.
A ira percorre o estômago e ele vomita muito. Sangue misturado ao caos da casa que não é um lar, apesar de brilhar e ter somente ao chão algumas roupas e livros.

O escárnio dos governos perante ele. O deboche, a zombaria, o caçoar, as cantigas de roda política e governamental, com versos de corrupção e esperteza. O saco roxo, polido, astuto, rico, branco, nobre, de sobrenome belo, transgênico, putrefato de valores morais. Mas que? Mesmo? O que importa é a quantidade de valores disponíveis ao comércio, eletrônico, pessoal, físico, virtual, mídia, redes, teias, estátuas, mármores, ouro, prata e escravas. Conluios, novelas, telecomunicações, discursos bem feitos por escritores fantasmas que somem nos trens, ônibus, vias, bicicletas e tribos cheias de doença, rancor e urina. Porém, com acesso ao “bolsa pilantragem”, às parcelas da Mãe Lojinha. Consumir é abanar as nádegas e deitar no leito dos políticos, todos juntos, com suas cifras na suíça, com suas empresas de fachada. Tirando as pregas do povo.

Esse curto pensamento, esse breve olhar e seu reflexo no espelho, enquanto olhava sua escova dental esparramada de tão velha, sua dificuldade de trabalhar, suas narinas cercadas por sangue e vômito. Um número, um fragmento, um desdenhado, um hipotético ser que vota, compra, trabalha espremido na sola do sapato de Deus-Tio-Avô.

Ele não sorri mais, sentindo-se cansado. A clicar mentalmente suas asneiras na próxima ação a ser curtida por muitos nas mídias nas redes na falta de vírgula de encantamento de nobreza de riqueza de petróleo de sobrenome importante e azul e seu sangue escorrerá, ainda uma vez antes d’agora.

Adquirir uma maneira de ir à desforra. Olha-se largamente sentindo-se insone. Suas orelhas cobertas pelos tufos todos. Encara-se. Reflexo, fragmento, cansaço, pia, ideia.
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Texto, foto e edição: Eliéser Baco

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Epitáfio do poeta Ludwig


No dicionário.
Esperar:
Ficar em algum lugar até que chegue alguém ou alguma coisa que se tem como certa ou provável; aguardar.
Contar com.
Ter esperança.
Supor, ter satisfação em acreditar.
Emboscar.
Confiar.

Creio que tudo se resume ao presente ato, verbo sombreado e fincado em minhas veias semimortas. Semivivas. Copo meio cheio, olhos meio vazios. Aguardar traz a ansiedade, e acumula se não esvaziado do peito o ritmo constante e melancólico da espera.

Percebo a conversa sem a crepitação, a centelha, sem a partícula motivadora daquela combustão enigmática e misteriosa. O dia não foi fácil. Cansaço, chuva molhando ossos, a espera por algo que talvez só se tenha realmente no esboço de rascunho de algum estranho pensamento a respeito das relações humanas.

Estreitei nos meus braços. Envolvi, como um mar abraça a ilha.
Adotei, escolhi. Contive na abrangência do estudo de minha alma um mundo, um todo e tudo resumido e particularizado em uma existência. Percebi com a vista, abracei envolto um ser, e tudo do seu mundo num relance de olhos.

Mas minha espera mostrou-se uma emboscada fadada ao melancólico e horrorizado pedido de clemência. De urgência! Em ser aceito como no riso longínquo de outrora.

Cansou-se. Dos meus defeitos ultrajantes. Nauseantes. Claustrofóbicos.
E a fraternidade dos sonhos se mostra como realidade comercial e vil no dia do nascimento do menino-deus.

Escambo doido essas minhas propriedades que gesticulam e pedem braço e ninho sem sentido de objetividade.
E o que será que será das madrugadas solitárias e insones? Amigas tão infalíveis e prudentes...
Minha voz não consegue sair para responder.
Só consigo perceber que tal como aquele que recebeu flores no nascimento, para que elas fossem sua companhia indelével na jornada, eu me sento no parapeito do vento e noto o horizonte. Debruçado nas cores, tons e cânticos.

E sigo, talvez, incansável.
Na espera, por abraços mornos e obstinados de uma poesia, procuro a satisfação por acreditar.
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Foto e texto: Eliéser Baco (Todos os Direitos Reservados)
Ludwig, personagem de Eliéser Baco.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Cartas no Labirinto - de Eliéser Baco

E se você deixasse um amigo para trás no decorrer dos anos, o que pensaria?

E se ele contasse com você para algo muito importante?

E se você o abandonasse?

Cartas no Labirinto é um romance que apresenta personagens em dúvida sobre o caminho percorrido, e que decidem fazer algo depois de muito tempo. Manuel Antônio, Judith, Mhorgan, Joaquim e Bárbara, em busca de Mador e de si mesmos.

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Foto: Eliéser Baco.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Cartas no Labirinto - Trechos - Parte 3

 
O lodo do mundo faz compreender que lodo podemos ser, se assim a vontade. 

Mas, portanto, seja lá quem for, leia com o sabor do sangue na boca, 
ainda que sangue de inocentes ou de delinquentes. Quero apenas saciar a vontade 
lúcida dos mortos, se assim estiverem, e a preocupação dos vivos. 

As sentenças da vida, discordâncias, taras, vontades, sempre
pulsarão, correrão no leito incrementado de vilania. Todos têm esse animal rastejando 
ao peito, hora ou outra ele, o bruto ser que em nós mora nos condena uma atitude
ridícula e diferente do que a chamada sociedade vê como sensatez, justiça
e calmaria. O que ofereço está oferecido, e espero uma resposta para 
continuarmos o evento. 
enviarei a continuação do capítulo para que possa satisfazer curiosidade. 

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Texto de Eliéser Baco, do livro vindouro, Cartas no Labirinto, a ser lançado em breve pela Editora Pasavento.
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Foto e edição: Eliéser Baco

Maio de 1968 - François Truffaut

O "caso da Cinémathèque" foi uma espécie de prólogo aos acontecimentos de Maio. Claro, só percebi isso depois, à luz dos outros eventos - mas, de fato, a nível do microcosmo, viveu-se a mesma situação: "intelectuais", contestando (a decisão governamental de se livrar de Henri Langlois, fundador e alma da Cinémathèque) desceram à rua e foram agredidos com cassetetes.
 
Os funcionários do governo fizeram com a Cinémathèque exatamente o que haviam feito no resto da França: subvencionaram e depois tentaram minar o trabalho que vinha sendo realizado. Durante a manifestação diante do palácio de Chaillot, fui agredido dessa maneira, pela primeira vez na vida - e percebi que não doía tanto assim. Eram cassetetes de borracha, ou não sei de que matéria plástica, e, num determinado momento, cheguei até mesmo a quebrar um. Ele tinha provocado muito calor na minha cabeça, mas não cheguei a sangrar.
 
Na manifestação seguinte, na rua de Courcelles, os policiais haviam sido substituídos pelos CRS. E vimos surgirem "biles", cassetetes infernais. Estávamos em 19 de março e é por isso que, para mim, a Cinémathèque representa um preâmbulo. Foi nessa ocasião que vi Daniel Cohn-Bendit pela primeira vez. Aliás, tive uma impressão bem desagradável dele. Éramos muitos a querer aparentar imparcialidade, a querer que a luta que levávamos adiante permanecesse "apolítica", pois acreditávamos que se politizássemos as coisas, Langlois não teria chance alguma de voltar à direção da Cinémathèque.
 
Quando vimos aquele rapaz ruivo trepado num poste de iluminação e nos chamando de "camaradas", perguntamo-nos quem ele era e o que estava fazendo ali, Depois, ele se instalou numa janela. Eu o achava muito metódico, muito profissional. Ele aguardava os silêncios da multidão, dos jovens do "Ocidente", e era sobretudo com estes que debatia, pois havia um certo receio de afrontamento. Penso que Cohn-Bendit interessava-se por todas as formas de contestação e tinha vindo à rua de Courcelles por causa disso, até que se tornou imprescindível, pois nos mostrava coisas que não sabíamos fazer - mas sempre com calma, com charme ao falar. Um rapaz foi preso pela polícia e, ao final da manifestação, preparávamo-nos para ir emboratranquilamente. Foi então que Cohn-Bendit discursou para nós. Ele disse: "Não partiremos enquanto o nosso camarada não for libertado."
 
De minha parte, eu pensava que o rapaz já devia estar em algum comissariado, longe dali. Mas, da mesma forma que faria mais tarde em escala bem maior, nas ruas do quartier Latin, Cohn-Bendit decidiu que a forma de luta era permanecer lá e obter a libertação do rapaz. Ele dizia coisas do tipo: "Na Bretanha, os camponeses esperaram seis horas até que libertassem um de seus camaradas. Quanto tempo aguardarão os parisienses?" Realmente foi muito hábil. Graças a ele, fomos, juntamente com alguns outros cineastas, negociar com os policiais e realmente conseguimos a libertação do rapaz - um secundarista, acho. Eu sequer sabia que se podia conseguir esse tipo de coisa. Quando perguntei quem era o rapaz ruivo que nos havia ensinado a nos defender, responderam-me: "É um cara de Nanterre..."
 
O governo percebeu rapidamente a gafe monumental que havia cometido a propósito de Langlois - e logo recuou. Claro, atualmente percebemos que aquilo foi uma lição.... Olhando a coisa com certo cinismo, pode-se dizer que aquilo nos provou que é preciso se exigir nas ruas o que não se consegue nos gabinetes.
 
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Editora Nova Fronteira, 1990.
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Foto: Eliéser Baco

domingo, 14 de dezembro de 2014

Drácula - Bram Stoker

Após essas palavras, ele prosseguiu com meus volumes ao longo do corredor, subindo a seguir os degraus de uma grande escada em caracol, até chegar a um novo e extenso corredor, sobre cujo piso de pedra os nossos passos ressoavam fortemente. Ao final desse trajeto, ele abriu uma porta de madeira maciça, e eu tive então a satisfação de encontrar-me numa sala bem iluminada, em cujo centro havia uma mesa sobre a qual recendia uma farta ceia.

Também a temperatura era agora bem mais agradável, pois na lareira crepitavam as chamas de pesados troncos ainda quase intactos.

O Conde deteve-se ali por instantes, enquanto arriava as minhas malas e, após fechar a porta, atravessou a sala e abriu uma outra. Esta conduzia a um pequeno aposento de formato octogonal. Era iluminado por uma lâmpada singela e, aparentemente, não contava com nenhuma janela ou qualquer abertura semelhante. Passando através desse cômodo, ele abriu mais uma porta e convidou-me a entrar.

A visão do novo quarto foi, de fato, confortável. Como dormitório, dispunha de um amplo leito, de boa luz e, a exemplo da sala, havia uma lareira recém-acesa, cuja tiragem produzia um rumor surdo ao longo da chaminé. O próprio Conde ainda levou minha bagagem até ali, dizendo antes de fechar a porta atrás de si:

_ Depois de sua longa jornada, o senhor necessitará de um bom banho de asseio para refrescar-se. Espero que encontre tudo o que desejar. Quando estiver pronto, volte para a sala próxima, onde o aguardará sua ceia, já servida.

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Clássicos do horror. - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010. 680p. - (Série Ouro)

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cartas no Labirinto - Trechos - Parte 2


Trecho 5:
 Preciso do envio de cópias de todos os últimos manuscritos importantes dele. Alguns estão com Ária, principalmente os dirigidos ao vento.

Não compreendi ainda o significado de alguns, podem ser nada, podem ser apenas a enseada visitando as ideias daquele guri doudo, como podem ser o vernáculo responsável por termos algo de mais concreto sobre o paradeiro. Torno-me repetitivo não? Rio de mim mesmo quando percebo. Talvez seja a vontade de conversar por conversar, visto que estar sozinho ou sentir-me sozinho deixa-me mais necessitado de escrever por escrever, assim como de falar apenas por falar, mesmo que nada de melhor seja dito ou escrito.

 Trecho 6:
Percebe que mesmo assim quero ouvir os latidos que me desaprovam? Quando alguém caminha por uma rua desconhecida prefere o uníssono da falsidade ou entrecortados de vozes que tentam acalmar e proteger, mesmo que sejam gritos dispersos?

Trecho 7:
(bebe no gargalo)

Há pouco vi teu corpo e sinto
o gosto que ficou na boca...
do beijo? Pálido momento.

 Estava contornada em rosas
de branco como sempre bela,
e bebo todo o meu tormento. 

Trecho 8:
 Aos tantos dias do mês corrente do ano de escrita desta, reunidos em primeira convocação do destino. Em organização de palavras e dúvidas, representando parte do capital social das longínquas amizades, de acordo com o que foi verificado na carta enviada, conferida com os boletins orais de subscrição, assumiu a escrita por aclamação...

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cartas no Labirinto - de Eliéser Baco

Está perto. Ainda este mês será lançado meu primeiro romance, Cartas no Labirinto.

A imagem ao lado é uma parte da capa do livro.

O livro foi registrado na Biblioteca Nacional, como faço com todos os textos, inclusive os aqui publicados, para salvaguardar meus direitos sobre a obra, escrita por mim através de alguns meses esparsos durante tempos.
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Trecho 1:
 Mais que relatar fatos com a base firme dos argumentos das cartas, este registro visa elucidar acontecimentos.

Trecho 2:
Os nomes dos homens com quem conversei: Carlos e Gus. Talvez Gus me ajude mais abertamente, não sei, não consigo confiar de pronto sabe? Um estrangeiro procurando alguém sempre foi algo fácil demais para se escrever sobre e para se roubar. Vez por outra saio, caminho pelas ruas que sobraram, algumas mais antigas que existem por perto, olham-me como sabendo ser eu apenas mais um estrangeiro, com sangue velho de bárbaros, misturado com sangue de índios e sangue recente de tudo que no caldeirão das novas navegações pode-se experimentar e contemplar.

Trecho 3:
(Num quarto em noite densa, na janela aberta uma voz abre as cortinas)

_ Venho banhar com minha brisa
triste dos tristes, anjo puro
Que ao som do piano adormece
num descanso terno neste quarto.

Hoje criança cheia de sonhos
aprenda a viver a melancolia,
de ser entre todos, o mais tristonho
destes que existem.

Quem te visita é a força nos céus,
quem faz revoltas
as águas dos sete mares;

Aquele que sopra as nuvens ao léu,
e quando irritado
com fúria a tudo varre,

Sou o vento e contemplo-te...
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Trecho 4:
Não tecerei trabalho maior ao confidenciar-te, amigo ....., os porquês desse período de texto do Bardo. A amizade pode fagulhar gentilezas quando a nostalgia nos espera a beira de algo. Percebendo os olhos de ...... ao fitar alguma recordação na parede mais afastada, percebo a melancolia, quase a derrota estampada nos balbucios de alguma palavra, de algum nome. Se eu tento ajudar erro, pois, dados momentos necessitamos deixar a febre escorrer dos olhos, lamentar os dedos uns com os outros, esfarelar a certeza com unhas no couro cabeludo, retesar os olhos com machucados invisíveis a qualquer íris, vestida de lentes ou não. É nisso que se apega o outro, a dor, para no final do dia
rememorar algo que no quadro da memória estava riscado, quase diluído. 

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Mais notícias sobre Cartas no Labirinto, em breve, aqui.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Balcã, o romeno

Nomes e nomenclaturas,
o silencioso olhar de quem lembra, é nuvem densa e cinzenta, mormaço de baixa altitude e contornos quase definidos.

Que move alheios braços facilmente ao perceber a precipitação em memória, como chuva ligeira nos diversos ambientes. As companhias, poeticidade reluzente a assoviar presságios, costumes dos rememorados, aproxima linguagem do tato, nostalgia embebida de palavras tal qual proteção...

Da forma como falam, andam, tropeçam, escrevem; respira, quem lembra, a vergonha de apreciar, possivelmente sem ser apreciado. É no soneto distante que rema, no Tejo imaginário e feroz que se evade em águas, que nasce entre horários e ponteiros. Quer entregar algo ou alguém tal conflito?

Reescreva-se, então, em desafios, alinhavando-se nos sobrepassos reduzidos, de textos confusos, fios, seu olhar anavalhado, sem concordância, em término abrupto em funil.

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Texto e Foto: Eliéser Baco (Copyright)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional