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sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Cartas no Labirinto - de Eliéser Baco

Está perto. Ainda este mês será lançado meu primeiro romance, Cartas no Labirinto.

A imagem ao lado é uma parte da capa do livro.

O livro foi registrado na Biblioteca Nacional, como faço com todos os textos, inclusive os aqui publicados, para salvaguardar meus direitos sobre a obra, escrita por mim através de alguns meses esparsos durante tempos.
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Trecho 1:
 Mais que relatar fatos com a base firme dos argumentos das cartas, este registro visa elucidar acontecimentos.

Trecho 2:
Os nomes dos homens com quem conversei: Carlos e Gus. Talvez Gus me ajude mais abertamente, não sei, não consigo confiar de pronto sabe? Um estrangeiro procurando alguém sempre foi algo fácil demais para se escrever sobre e para se roubar. Vez por outra saio, caminho pelas ruas que sobraram, algumas mais antigas que existem por perto, olham-me como sabendo ser eu apenas mais um estrangeiro, com sangue velho de bárbaros, misturado com sangue de índios e sangue recente de tudo que no caldeirão das novas navegações pode-se experimentar e contemplar.

Trecho 3:
(Num quarto em noite densa, na janela aberta uma voz abre as cortinas)

_ Venho banhar com minha brisa
triste dos tristes, anjo puro
Que ao som do piano adormece
num descanso terno neste quarto.

Hoje criança cheia de sonhos
aprenda a viver a melancolia,
de ser entre todos, o mais tristonho
destes que existem.

Quem te visita é a força nos céus,
quem faz revoltas
as águas dos sete mares;

Aquele que sopra as nuvens ao léu,
e quando irritado
com fúria a tudo varre,

Sou o vento e contemplo-te...
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Trecho 4:
Não tecerei trabalho maior ao confidenciar-te, amigo ....., os porquês desse período de texto do Bardo. A amizade pode fagulhar gentilezas quando a nostalgia nos espera a beira de algo. Percebendo os olhos de ...... ao fitar alguma recordação na parede mais afastada, percebo a melancolia, quase a derrota estampada nos balbucios de alguma palavra, de algum nome. Se eu tento ajudar erro, pois, dados momentos necessitamos deixar a febre escorrer dos olhos, lamentar os dedos uns com os outros, esfarelar a certeza com unhas no couro cabeludo, retesar os olhos com machucados invisíveis a qualquer íris, vestida de lentes ou não. É nisso que se apega o outro, a dor, para no final do dia
rememorar algo que no quadro da memória estava riscado, quase diluído. 

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Mais notícias sobre Cartas no Labirinto, em breve, aqui.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional