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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Cartas no Labirinto - Trechos - Parte 2


Trecho 5:
 Preciso do envio de cópias de todos os últimos manuscritos importantes dele. Alguns estão com Ária, principalmente os dirigidos ao vento.

Não compreendi ainda o significado de alguns, podem ser nada, podem ser apenas a enseada visitando as ideias daquele guri doudo, como podem ser o vernáculo responsável por termos algo de mais concreto sobre o paradeiro. Torno-me repetitivo não? Rio de mim mesmo quando percebo. Talvez seja a vontade de conversar por conversar, visto que estar sozinho ou sentir-me sozinho deixa-me mais necessitado de escrever por escrever, assim como de falar apenas por falar, mesmo que nada de melhor seja dito ou escrito.

 Trecho 6:
Percebe que mesmo assim quero ouvir os latidos que me desaprovam? Quando alguém caminha por uma rua desconhecida prefere o uníssono da falsidade ou entrecortados de vozes que tentam acalmar e proteger, mesmo que sejam gritos dispersos?

Trecho 7:
(bebe no gargalo)

Há pouco vi teu corpo e sinto
o gosto que ficou na boca...
do beijo? Pálido momento.

 Estava contornada em rosas
de branco como sempre bela,
e bebo todo o meu tormento. 

Trecho 8:
 Aos tantos dias do mês corrente do ano de escrita desta, reunidos em primeira convocação do destino. Em organização de palavras e dúvidas, representando parte do capital social das longínquas amizades, de acordo com o que foi verificado na carta enviada, conferida com os boletins orais de subscrição, assumiu a escrita por aclamação...
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional