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domingo, 14 de dezembro de 2014

Drácula - Bram Stoker

Após essas palavras, ele prosseguiu com meus volumes ao longo do corredor, subindo a seguir os degraus de uma grande escada em caracol, até chegar a um novo e extenso corredor, sobre cujo piso de pedra os nossos passos ressoavam fortemente. Ao final desse trajeto, ele abriu uma porta de madeira maciça, e eu tive então a satisfação de encontrar-me numa sala bem iluminada, em cujo centro havia uma mesa sobre a qual recendia uma farta ceia.

Também a temperatura era agora bem mais agradável, pois na lareira crepitavam as chamas de pesados troncos ainda quase intactos.

O Conde deteve-se ali por instantes, enquanto arriava as minhas malas e, após fechar a porta, atravessou a sala e abriu uma outra. Esta conduzia a um pequeno aposento de formato octogonal. Era iluminado por uma lâmpada singela e, aparentemente, não contava com nenhuma janela ou qualquer abertura semelhante. Passando através desse cômodo, ele abriu mais uma porta e convidou-me a entrar.

A visão do novo quarto foi, de fato, confortável. Como dormitório, dispunha de um amplo leito, de boa luz e, a exemplo da sala, havia uma lareira recém-acesa, cuja tiragem produzia um rumor surdo ao longo da chaminé. O próprio Conde ainda levou minha bagagem até ali, dizendo antes de fechar a porta atrás de si:

_ Depois de sua longa jornada, o senhor necessitará de um bom banho de asseio para refrescar-se. Espero que encontre tudo o que desejar. Quando estiver pronto, volte para a sala próxima, onde o aguardará sua ceia, já servida.

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Clássicos do horror. - Porto Alegre, RS: L&PM, 2010. 680p. - (Série Ouro)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional