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sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Olá, bom dia, porvir.


Saudade de todas emoções que terei, de todas as canções que comporei, 
de todos os dias de olhos marejados que me abração, pois a arte é aceita no meu coração (este, ás vezes, incompreendido).


Saudade de todos os burburinhos inteligentes que estarão ao meu redor, de todos os textos que escreverei, de todos os dias e noites que virão, pois,  nada disso envolverá mais que o amor que receberei e retribuirei no retorno do tempo ao cálice da minha história.

Texto e foto: Eliéser Baco

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

@ebaco78

Quer saber sobre mim?

Sobre o anúncio dos códigos. Daqueles que originam despesas com nomenclaturas. Sobre a localização e nome completo. @ebaco78.

Conversas a seguir, seguidores de suas letras tão semissintéticas. tão morfosserpentes. Guardar alterações no topo desses sintomas. De estar sobre...
Cancelar os ajustes?
A editar o seu perfil dessa forma, tão...

Inserirei um link para meu sítio de informação pessoal. Caducarei essas guias de leituras, esses pormenores através de palavras, claustrofobia imagética e pomadas anti-zumbi.  E talvez possamos saber um sobre o outro, na tomada que se despregará de minha nuca, de minhas narinas, de minhas veias... Obtenha a aplicação de ser você mesmo. Entre idiomas, quem somos? Escritores? Negócios? Somos empregos, números e estatísticas! Somos imprensa, um pouco de termos, quase uma ajuda.

texto e foto: Eliéser Baco

sábado, 10 de outubro de 2015

Abraçar o vento

Nas últimas vezes que nos vimos, ficou uma temerosa sensação.

Eu já fui mais alegre e leve. Se estou fora de casa, fico um pouco mais sereno. Parece que estar em movimento no mundo me dá uma maior agilidade. Inclusive no pensar. Veja só! Fico menos propenso ao olhar estático ao nada.

Esses dias fui em lugares que apreciávamos. Quando menciono que tenho um mar adentrado ao peito.... Nesses momentos de meu olhar comigo mesmo, diante da estrutura que edifiquei dentro de mim, percebo melhor e mais profundamente.
Nado feliz nas recordações a nosso respeito.
Abraço o vento como lhe abraçando. Já riram de mim por causa disso. Já me chamaram de louco. Abraçar uma manifestação da natureza, que resvala seus momentos em minha pele e roupas. É assim que era te abraçar. Abraçar, envolver os braços, entre músculos, tecidos, ossos, em uma manifestação da natureza. Mas, única. Somente eu possivelmente perceba assim. Somente eu reviva assim, quando durmo com os olhos marejados e com fotos por sobre meu peito. Aquele colar de pedras, Aqueles brincos azuis. Seus cabelos negros a enfeitar seu olhar, meu arrebol.

Quando te vejo nutro uma vontade de te abraçar e beijar, para que o iceberg que aos poucos se instalou entre nós, ceda. Desmanche os meses gélidos que tive desde então. Definitivamente, não sou mais o mesmo.
É bem complicado reiniciar tudo depois do que presenciamos de bom um no outro. Eu tento encontrar novamente minhas forças e tenho conseguido a contento. Ás vezes me perco no mar adentrado ao peito, quando nado muito fundo no melhor sentimento que me abalroou sentidos e mirar.

Sinto-me fraco por expor assim. Por deixar ser derrotado por essas circunstâncias.
E, ao mesmo tempo, a saber que nada após isso poderá me fazer derramar mais lágrimas. Um corvo poderia me gritar um "nunca mais".

Garotos não choram, aquela música ironizava. Recorda? Daquela banda dos 80's? E homens, podem chorar? Podem sentir desespero ao ver seu mundo ruir? Podem querer viver só nos sonhos adentrados ao peito e nunca mais sair para sentir o calor do sol? E se o sol fosse aquele arrebol maravilhoso que só ele percebia assim?
Podem errar e se arrepender? Podem perdoar e querer, ainda assim, continuar o trajeto firmado na alma? A alma do homem pode quebrá-lo. É um redomoinho intenso a alma e o cérebro do homem. Ainda mais quando o vento o abraça e o faz reviver, com pêlos arrepiados, todo emaranhado de certezas, que um ano difícil, de um momento complicado, parece ter feito perder, fragilmente assim.

Sabe aqueles textos ridículos que só alguns compreendem? Que Pessoa manifestou?!
Considero hoje, meu reexistir. Tenho saudades de ontem, como James Paul tão bem cantou.
É inegável.
A alma do homem pode quebrá-lo, o mar adentrado ao peito irá levá-lo por ondas e brumas que nortearão sensações temerosas e textos, como esse.

Homem, não enfraqueça, ainda mais diante da pessoa mais íntima que nos seus sonhos poderia sorver um dia bom. Em um mundo que tanto busca profundidade em relações esgarçadas, no geral, um homem não pode enfraquecer. Precisa ser coluna de sei-lá-o-que. Homem, não enfraqueça e não chore por ver seu mundo ruir.
Nunca mais.
Até que, sozinho, no escuro da madrugada, resolver recordar do arrebol, da manifestação da natureza, e na frieza das circunstâncias, olhos marejados, abrir os braços, com saudades do ontem, imaginar a voz emoldurando o lar, e dar um abraço ao vento, entregar a alma, como se fossem aqueles segundos aquela certeza e verdade tão bela, um dia por você vivido.
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Foto e texto: Eliéser Baco.-

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O cálculo e a...



Aqueles passos que dou para perto do mar. Vim de lá, inclusive. Lá estarei, no último salto ao nado noturno e denso. Esses passos enxadrezados. Uma amálgama de funções, cor e distanciamento. No cálculo geométrico da inventividade. Pularei aquela mureta vazada. Meus olhos só percebem o mar. O obstáculo é um amigo no meio do caminho, que nutre minha vontade de mais e mais dessa jogatina, chamada vida.

Da poesia? No papel vai bem! ô! Se vai! Orra! Espera, sabe essas construções frasais feitas no boteco do meu olho esquerdo? Esse avermelhado, quase fechado, minguando, como as ideias usurpadas de Bukowski e Leminski? Não sabe? Então, é ideia para outro raio.

Hoje quero escrever na manteiga dos dias. Pensando em como chegar naquelas águas cinzas ali, depois dessa tramitação em xadrez, com essa mureta vazada, que me faz lembrar de como eu, há muito tempo atrás, queria calcular versos e escrever para todas as pessoas que não contemplaram o sorriso próprio, ao caminharem, tão próximas do oceano delas, e tanto procuraram nas coisas e artefatos.
Arre!
Bofé!

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Texto: Eliéser Baco
Foto: Autor, por mim, desconhecido. (quando souber registro aqui a autoria)

domingo, 9 de agosto de 2015

Giz



Escreveria uma alma por ali... embaixo dos trechos de vida que ninguém notou.
Sentei-me nos degraus, após a emboscada. Tiraram-me muito. Retirei a camisa e deixei em cima do mezanino. Madeira de lei. Resistência e qualidade do amadeirado perfeito e esculpido. Eu, ali, emboscado. Um número fragmentado. Que bebe um cálice de arte todo dia, a olhar minha clara conclusão. Da ironia alheia, nos ritos de meu caminhar na da sociedade, a contramão.
Passou um pensamento e revoou por onde não percebi, de fato. Só notei a cauda, por último, se debatendo e indo, indo... Foi quando tropecei nela, depois de tanto... Poema.
Notei seus olhos e sua atitude, algo mais denso e reluzente por debaixo daquilo que ela declamava e,  então, rabisquei com giz na minha pele: Escreveria uma alma por ali, naquele mar de vida em ciclone, dívidas e um abraço quente. Pobres palavras. O banho levará, a água levará, as margens levarão. Mas estará escrito, embaixo dos trechos que ninguém viveu. A tempestade que me devasta, e me reergue, no súbito da noite entrincheirada, se abranda na claridade de Poema.

Texto e foto: Eliéser Baco
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Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98.-

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Paredes Vermelhas

O brusco contato do meu olhar através da porta.
De efeito imediato, um retrato, dos dias que rumaram móveis.

Tão lento meu olhar nos degraus, no gestual da recordação
e nos céus que se compôs vermelho, naquela luz tão sua, velha casa.

Descascou os ferimentos de suas paredes.
Naquele timbre tão seu, o eco de meus percalços.


No sombreado relance de suas tintas, foscas, quentes, o sopé escuro atrás de mim, atrás da escada,
atrás de tudo que rodeou nossas circunstâncias, casa antiga.
Minha cantiga ecoou, recorda? antes de eu sair pela ventania.
Tanto me acolheu, o brusco contato do efeito imediato de suas vermelhas paredes, ardis.
Como os sonhos que de mim recolheu e nunca se esqueceu, minha antiga e tão estimada morada.
Vou.
Os detalhes em branco, como folhas invernais, antes da escada, sei que quase ninguém notou.
Como o mundo a mim. (Eliéser Baco)
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Eliéser Baco escreveu esse texto se baseando na obra fotográfica de Sven Fennema, particularmente na imagem presente nesse post.
Texto: Eliéser Baco.
Foto: Sven Fennema

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Cordão súbito

Como se fosse uma claridade ecoada aqui, nesta noite.
Como se fosse um ritmo em claridade transitada, aqui, no súbito desta noite.
Então, só pude deixar-me em palavras, como um cordão simples, humilde, presenteado, que só quereria, se existisse, passear junto dela, por dias e noites, nos possíveis minutos, de febre de vida, abalroados.

(Eliéser Baco)

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Foto e Texto de Eliéser Baco. Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98.-



domingo, 26 de julho de 2015

Deixa eu lhe explicar melhor...

Nos passos parados

ressalvo

que quero na arte



saltar



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Texto e foto: Eliéser Baco

sexta-feira, 1 de maio de 2015

O Baile Severo

A solidão não é tão severa. Ela aconchega a reflexão. Assenta na calmaria de sua presença o próximo passo, o próximo ato, o próximo minuto. Na ausência dos outros, a solidão se confirma de nada maldosa. O que maltrata são as boas memórias que temos. Sem memórias preciosas, a solidão seria o astronauta se desenvolvendo nos passos do cosmos.

Mas, na vivência e no colher dos seus frutos e de suas flores do mal, a solidão reverbera as vozes, os perfumes, os abraços, os sorrisos, todos os movimentos e sensações, todos os vislumbres e diagramações que experimentamos.

Na solidão sabe-se quem não nos quer bem. Quem não nos quer. Quem deixou de importar e quem deixou de se importar. Um dia de solidão, um mês de solidão, quatro meses de solidão, cem anos de solidão. É um corte que não cura. É um sangue fingidor que escapole durante o sono. A música ressoa. Ecoa o passado. O futuro é uma névoa e o presente é a solidão. Parabéns, o presente é a solidão.

Os centavos caem do bolso, homem. As migalhas pisadas no retorno que não ocorreu. Tudo que era demais e belo é um fel que tresanda entre os poros. Bofé que está assim, a mente, os parafusos, os fios e o clamor. O que maltrata não é vagar, é não haver chamado para que desperte.


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Texto e foto: Eliéser Baco (Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98)

sexta-feira, 20 de março de 2015

Equinócio (sombra de outono)


Provavelmente meu último "post" em muito tempo. Obrigado, de coração!
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Existiu alguém, cujas palavras pareciam preces nos cansados dias, nos tardios ventos. Imaginou que as frases que quisera para si estivessem trancafiadas nos livros, estantes e bibliotecas, mundo afora. Percorreu madrugadas do olhar, inda que o sol derretesse polares ações. 

Confundiu tudo que poderia torpor no convés dos passos. Suas frases longas tornaram-se curtas, e seus pedidos rarearam até sumirem. Apenas transmutava dias em noites e o bom esperar em páginas preenchidas em livros tão antigos quanto às dúvidas que detinha.

Não sorriu. Não voou. Abissal. Testemunha de si. Guardião de quase nada. Na noite que de cessar esqueceu. Dizeres eram tímidos e entrecortados de respiração.  Dentes trancafiaram o sorriso quase belo de tão remendado. Percorreu páginas amareladas do derramo das vozes. Introjeção de mistério, ritmo e adeus. O abraço dava no vento.  E de si se esqueceu.
 

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Texto e imagem: Eliéser Baco

sábado, 7 de março de 2015

A queda do prédio de Usher (ou, Sombras de Darklands)

Os sonhos que dançam na cabine rítmica,
incorpórea pele no solo em pedidos.
por céu, léu, véu e onde mais resquícios...
do luar, tempestade dos teus olhos?
do ninar que me transpassa e fita.

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Texto e foto: Eliéser Baco


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Escrito após ouvir A Queda do Solar de Usher, da banda Cabine C.
São Paulo, 07 de março de 2015.-

quinta-feira, 5 de março de 2015

E.B. (ou, Olhar refletido)

Irei beber essa canção.
Impregnar meu mar tal qual poção,
deflagrar impetuosa amplitude,
não me esquecer nessa inquietude.

Sorria visão do nada em abismo, sorria.

Irei beber essa poção.
Deflagrar esquecimento,
impregnar meu mar canção,
impetuosamente sorriso relento.

Sorria visão do tudo em dinamismo, sorria.

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Texto: Eliéser Baco (E.B. - Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98)

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Sr. Runaway - parte 03 de 03

Você optou, ela optou e eu fiz. Preferiu correr o risco. Convidá-la. Ela preferiu ir até você. Eu preferi tecer esse texto, após surrá-lo. Sim.

Não importa mais o que aconteceu depois que ela entrou na sua casa. Importa para mim como eu me senti, ao ver a porta de casa fechar, ela colocar a mochila nas costas e trancar o que ficou. E sair.

Não pensou como as pessoas refletem e raciocinam no final do ciclo? Só pensou na chance de tê-la por perto, Sr. Runaway?


Não se incomode. Essa é a única surra que lhe dei. Não terá outra.
Não, não, não precisa balbuciar sangue em detrimento de me aconselhar.

Meu pai me aconselha, se eu pedir ou se ele verificar num diálogo que eu teço atos destrutivos.

Nesse caso, ele me aconselharia a arrebentar sua cara, ou deixar tudo como estava.
Não encostou os dedos nela, Sr. Runaway, mesmo querendo?

Agora, me ouça atento e gentil: O caminho é seu, a chance é tua. Levante-se e ligue para sua mãe vir te buscar. Chame os índios do passado para me parabenizar.
Vá até o seu celular, ali espatifado.
Não se preocupe, ela poderá querer cuidar de você. Não encostou os dedos informatizados nela?
Foi só uma instalação de programas piratas e um abraço tímido, umas perguntas idiotas sobre chuva e a família? Aulas sobre correção de imagens digitais?

Correu o risco, Runaway.
Eu corro riscos sabendo da possibilidade de consequências.
Meu passado photoshopado na retina.
Minha rústica presença na delicadeza dos dias.
Minha utilidade cadenciada nos trilhos do transporte público e ou privado.

Correu para a tempestade formada.
Imaginou sorrisos e emails trocados? Telefonemas escusos de madrugada? Na sombra dos meus olhos, meus cílios arregimentados do discurso mentiroso?
Correu para o índio-árabe esfolador de discursos mentirosos e atitudes errôneas, Runaway;
Na próxima vez se masturbe somente, a respeito do que se foi, sem querer o risco dos pés belos passeando por ácaros que só você entende.

A questão não é ter acontecido algo ou ter acontecido nada.
Optar é a semente, o que foi gerado nas minhas entranhas, a consequência.
Este não é um ato de amor próprio ou ódio alheio. Tampouco um manifesto textual digno da possibilidade de leitura.
Não é poético ou dramático. Encerra a possibilidade de eu querer retomar o caminho com ela.
Entende a consequência, o efeito que percorreu o tempo, os segundos, os acordes da música mental e a cena em câmera lenta do final do ciclo?

Eu aceito seus atos e os dela. Aceite os meus. Logo saram seus ferimentos,
Nada é poético ou digno de releitura. Anote as manchas do que sentir e semeie aulas com outras pessoas. Tudo poderia ser diferente para os três elos dessa conversa. Desse texto informativo, febril e superficial demais para ter outros desdobramentos mentais e sentimentais.

Calma que sua mãe já vem. O seu celular ainda funciona, olha que coisa boa!
Nada é poético, Sr. Runaway.
Faça logotipos e mostre o caminho do Adobe.
O risco de se viver é a máquina não aceitar o código cracker.
Eu sou a senha que não foi corretamente gerada, por você e ela.
Na próxima vez, espere eu desligar o ciclo vivido, apagar as luzes do maquinário, enterrar as fotos dos chips do passado. Aguarde com sua saliva afoita o soco não desferido nos cabos de seus dentes mornos e coreldrawzados de dúvidas sobre o sorriso dela.
Não, não encoste em mim, que eu chuto suas mãos que ensinam logotipos adubados de relento.

Não pensou como as pessoas refletem e raciocinam no final do ciclo?
O risco de se viver é a máquina não aceitar o código cracker.
Dizem já fui poeta, mas nada, além da poesia, claro, é poético. Eu não aceitei vosso código.
Adeus, Runaway.

(Os passos do açoitador se foram. Runaway tentando pegar o celular, manchado de solidão contemporânea e riscos. Os três se isolarão em meio-sorrisos. E o mundo continuará a girar.)

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Texto e ilustração: Eliéser Baco

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Sr. Runaway - parte 02 de 03

Sexta-feira 13. Percebe como os dias se sucedem e os atritos não se resolvem se não abrirmos aquela caixa misteriosa e instalada na sala central de nossa existência?

A vida é um labirinto, Sr. Runaway, e tem saídas difíceis de se encontrar, não é mesmo?

 Eu encontrei uma para nosso desentendimento. Quantas vezes idiotas cruzaram seu caminho, Sr. Runaway? Quantas vezes não procuramos confusão alguma e uma tempestade jorrou verbetes em nossa fuça?

Estamos no mesmo bairro, estamos na mesma vila, fazemos compras possivelmente no mesmo  mercado. Já o vi cruzar meu caminho e ficar paralelo aos meus passos pelo menos três vezes.

Gosta de esportes radicais? Gosta de assistir clubes de luta, ouvir música alta para desafogar distúrbios internos e familiares? Foi bom dar aulas para sua ex-namorada? Olhou ela novamente e quem sabe sorriu ao abrir a porta? Seus dedos tremeram? Mordiscou os lábios? Percorreu seu pensar alguma coisa que não disse para ela? Algum desejo confuso e abstrato sobre passado, presente, futuro? Lençóis, sofás, chuveiro?

Não aconteceu nada entre vocês, Sr. Runaway. O fato é este. Só foram aulas photoshopadas e o senhor gostaria de algo mais, não é? Só foi uma instalação de programas pirateados em notebook que não aceita senhas antigas de crackers, não é mesmo? Algumas empresas rastreiam hoje artefatos que têm alguma ligação com eles. Eu faço o mesmo, com pessoas que ainda circundam minha vida de alguma forma. Nós precisamos resolver esse impasse, Sr. Runaway. Possivelmente seja mais um covarde escondido atrás da tela. Possivelmente...

Estará você no horário marcado por mim, no dia escolhido por você, para resolvermos no braço?
Estou cansado de muita coisa que vivi nos últimos meses e é em você que quero descarregar minha raiva, frustração e fúria, Sr. Runaway.

(quem escreve bate palmas e canta, como em um aniversário infantil)
_ ... e o escolhido, foi você!! Sorria, cabrón!!! Sorria.
Poderia ser meu ex-chefe, poderia ser um tio filho da puta, ou um ex-colega retardado que tentou puxar meu tapete. Poderia ser um dos nossos governantes que passam impune. Mas foi você, Runaway.

São Paulo, corrosão de minha vida. O ácido de palavras e atos encharca de fel o denso luar dos que se amaram. Você foi macho para dar aulas e querer algo com ela, não foi?
Será macho para me enfrentar, um contra um, até o outro cair espancado?
O mundo é um labirinto mas não adianta fugir. Atos tem consequências, meu caro asno, assuma as suas.
(o bilhete, entregue em mãos, na porta da casa de Runaway espera resposta em uma semana)

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Texto e ilustração: Eliéser Baco

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sr. Runaway - parte 01 de 03

Após 37 verões, números estatísticos, cabalísticos, financeiros e outros dignos de outra nota, posso mencionar meu descontentamento atual.

Ou o peso é igual para os dois ou não é para nenhum.
Ou se reforça a estrutura do respeito ou reforçada será a distância.

Eu estava pensando até em conversar mais de perto com ela, Sr. Runaway, mas, sua entrada em cena naquele momento da peça orquestrada, colocou tudo a perder. Ficou muito puto, esse que escreve este bilhete. Talvez não por se tratar você de um perito no que faz em sua profissão, mas de realmente ser o ex-qualquer-coisa dela.
E ela conseguir ir até sua casa para ir assistir aulas photoshopadas quando, se eu me aproximasse de alguma ex-qualquer-coisa minha, para qualquer diálogo branco e tranquilo, seria colocado como filho da puta, ou, melhor, o puto do filho.

Portanto, sinto muito pela minha total falta de respeito Sr. Runaway, mas será elevado ao cargo de personagem em meus escritos, assim como foi e possivelmente será novamente com o Mágico, com o Parabólica, o Fotógrafo e com  o Sêmen Mais Rápido do Leste.

É assim que exorcizamos anjos e demônios de onde eu venho. É assim.

Enquanto isso, aproveite os momentos de inundações, calor, digitação, serviço freelancer e o raio que parta árvores e sementes. Assim como levei um tapa com luva de pele de pelicano, minha cinta está pronta a esquentar traseiros fugidios, Sr. Runaway. Uma ótima semana.
Os frutos que viriam, secaram, secarão.
Este é o quase-fim, segura a respiração e leia com atenção.

(O bilhete, após escrito com caneta Crown, de cor preta, foi dobrado como a parecer algo de colegial e adolescente, e foi deixado na caixa de correios do Sr. Runaway)
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Texto e foto: Eliéser Baco

sábado, 31 de janeiro de 2015

Os rastros e as pequenas marcas.



Eu era.
Li tanto a respeito do que fui.
Imaginei tantas melodias a respeito de minha maneira de agir.
Época de promessas ao que queria dos tropeços.
Sinais do que poderia ter escrito aos minutos que já se foram.
Eu era.
Risonho, tristonho, medonho, era sonho e sentimento.

Basta. O que almejo parece estar fora daqui, desses dias, desses...
Acostumei-me a pensar de mim.
Custa me encontrar no horário e devaneios exatos do que queríamos?
Olha, ... não me enxerga entre luzes maravilhosas que existem lá, adiante.
                                                                             [ Sou a parede em rusgas.

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Foto e texto: Eliéser Baco (Todos os Direitos Reservados - Lei 9610-98)

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

domingo, 25 de janeiro de 2015

Another Chance - Bejapy


Grandes momentos da humanidade em gestos simples e marcantes!

Beady Eye - Live Session on Absolute Radio on 26 November 2013


All the time - The Strokes

No one talks, about the war
On my block, or by the shore
All alone in a room


 - The Strokes, All the time.

I sat by the ocean - Queens of the Stone Age

End to the night, left with nowhere to hide
Closer and closer
We’re crashing ships in the night -


I sat by the ocean - Queens of the Stone Age

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Começou! Pré-venda de Cartas no Labirinto.



Ontem foi iniciada a pré-venda do meu primeiro romance, Cartas no Labirinto.
Irá até o dia 13/01.

O livro, ao meu ver, resumidamente, trata da amizade, da força positiva e negativa que ela pode desencadear. São poetas e escritores, amigos uns dos outros e talvez inimigos de si mesmos. É uma busca por um escritor de peças de teatro perdido em seus caminhos e, o esquecimento deste por parte de seus entes mais próximos, ou seriam "amigos"?

Maior informações  www.pasavento.com.br
Em breve, no site da Livraria Cultura.
Alguns trechos do livro estão em posts anteriores a este, aqui no blog.
 
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional