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segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Sr. Runaway - parte 01 de 03

Após 37 verões, números estatísticos, cabalísticos, financeiros e outros dignos de outra nota, posso mencionar meu descontentamento atual.

Ou o peso é igual para os dois ou não é para nenhum.
Ou se reforça a estrutura do respeito ou reforçada será a distância.

Eu estava pensando até em conversar mais de perto com ela, Sr. Runaway, mas, sua entrada em cena naquele momento da peça orquestrada, colocou tudo a perder. Ficou muito puto, esse que escreve este bilhete. Talvez não por se tratar você de um perito no que faz em sua profissão, mas de realmente ser o ex-qualquer-coisa dela.
E ela conseguir ir até sua casa para ir assistir aulas photoshopadas quando, se eu me aproximasse de alguma ex-qualquer-coisa minha, para qualquer diálogo branco e tranquilo, seria colocado como filho da puta, ou, melhor, o puto do filho.

Portanto, sinto muito pela minha total falta de respeito Sr. Runaway, mas será elevado ao cargo de personagem em meus escritos, assim como foi e possivelmente será novamente com o Mágico, com o Parabólica, o Fotógrafo e com  o Sêmen Mais Rápido do Leste.

É assim que exorcizamos anjos e demônios de onde eu venho. É assim.

Enquanto isso, aproveite os momentos de inundações, calor, digitação, serviço freelancer e o raio que parta árvores e sementes. Assim como levei um tapa com luva de pele de pelicano, minha cinta está pronta a esquentar traseiros fugidios, Sr. Runaway. Uma ótima semana.
Os frutos que viriam, secaram, secarão.
Este é o quase-fim, segura a respiração e leia com atenção.

(O bilhete, após escrito com caneta Crown, de cor preta, foi dobrado como a parecer algo de colegial e adolescente, e foi deixado na caixa de correios do Sr. Runaway)
.......
Texto e foto: Eliéser Baco

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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