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sexta-feira, 20 de março de 2015

Equinócio (sombra de outono)


Provavelmente meu último "post" em muito tempo. Obrigado, de coração!
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Existiu alguém, cujas palavras pareciam preces nos cansados dias, nos tardios ventos. Imaginou que as frases que quisera para si estivessem trancafiadas nos livros, estantes e bibliotecas, mundo afora. Percorreu madrugadas do olhar, inda que o sol derretesse polares ações. 

Confundiu tudo que poderia torpor no convés dos passos. Suas frases longas tornaram-se curtas, e seus pedidos rarearam até sumirem. Apenas transmutava dias em noites e o bom esperar em páginas preenchidas em livros tão antigos quanto às dúvidas que detinha.

Não sorriu. Não voou. Abissal. Testemunha de si. Guardião de quase nada. Na noite que de cessar esqueceu. Dizeres eram tímidos e entrecortados de respiração.  Dentes trancafiaram o sorriso quase belo de tão remendado. Percorreu páginas amareladas do derramo das vozes. Introjeção de mistério, ritmo e adeus. O abraço dava no vento.  E de si se esqueceu.
 

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Texto e imagem: Eliéser Baco

sábado, 7 de março de 2015

A queda do prédio de Usher (ou, Sombras de Darklands)

Os sonhos que dançam na cabine rítmica,
incorpórea pele no solo em pedidos.
por céu, léu, véu e onde mais resquícios...
do luar, tempestade dos teus olhos?
do ninar que me transpassa e fita.

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Texto e foto: Eliéser Baco


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Escrito após ouvir A Queda do Solar de Usher, da banda Cabine C.
São Paulo, 07 de março de 2015.-

quinta-feira, 5 de março de 2015

E.B. (ou, Olhar refletido)

Irei beber essa canção.
Impregnar meu mar tal qual poção,
deflagrar impetuosa amplitude,
não me esquecer nessa inquietude.

Sorria visão do nada em abismo, sorria.

Irei beber essa poção.
Deflagrar esquecimento,
impregnar meu mar canção,
impetuosamente sorriso relento.

Sorria visão do tudo em dinamismo, sorria.

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Texto: Eliéser Baco (E.B. - Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional