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quinta-feira, 5 de março de 2015

E.B. (ou, Olhar refletido)

Irei beber essa canção.
Impregnar meu mar tal qual poção,
deflagrar impetuosa amplitude,
não me esquecer nessa inquietude.

Sorria visão do nada em abismo, sorria.

Irei beber essa poção.
Deflagrar esquecimento,
impregnar meu mar canção,
impetuosamente sorriso relento.

Sorria visão do tudo em dinamismo, sorria.

........

Texto: Eliéser Baco (E.B. - Todos os Direitos Reservados pela Lei 9610/98)
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional