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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

O cálculo e a...



Aqueles passos que dou para perto do mar. Vim de lá, inclusive. Lá estarei, no último salto ao nado noturno e denso. Esses passos enxadrezados. Uma amálgama de funções, cor e distanciamento. No cálculo geométrico da inventividade. Pularei aquela mureta vazada. Meus olhos só percebem o mar. O obstáculo é um amigo no meio do caminho, que nutre minha vontade de mais e mais dessa jogatina, chamada vida.

Da poesia? No papel vai bem! ô! Se vai! Orra! Espera, sabe essas construções frasais feitas no boteco do meu olho esquerdo? Esse avermelhado, quase fechado, minguando, como as ideias usurpadas de Bukowski e Leminski? Não sabe? Então, é ideia para outro raio.

Hoje quero escrever na manteiga dos dias. Pensando em como chegar naquelas águas cinzas ali, depois dessa tramitação em xadrez, com essa mureta vazada, que me faz lembrar de como eu, há muito tempo atrás, queria calcular versos e escrever para todas as pessoas que não contemplaram o sorriso próprio, ao caminharem, tão próximas do oceano delas, e tanto procuraram nas coisas e artefatos.
Arre!
Bofé!

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Texto: Eliéser Baco
Foto: Autor, por mim, desconhecido. (quando souber registro aqui a autoria)

domingo, 9 de agosto de 2015

Giz



Escreveria uma alma por ali... embaixo dos trechos de vida que ninguém notou.
Sentei-me nos degraus, após a emboscada. Tiraram-me muito. Retirei a camisa e deixei em cima do mezanino. Madeira de lei. Resistência e qualidade do amadeirado perfeito e esculpido. Eu, ali, emboscado. Um número fragmentado. Que bebe um cálice de arte todo dia, a olhar minha clara conclusão. Da ironia alheia, nos ritos de meu caminhar na da sociedade, a contramão.
Passou um pensamento e revoou por onde não percebi, de fato. Só notei a cauda, por último, se debatendo e indo, indo... Foi quando tropecei nela, depois de tanto... Poema.
Notei seus olhos e sua atitude, algo mais denso e reluzente por debaixo daquilo que ela declamava e,  então, rabisquei com giz na minha pele: Escreveria uma alma por ali, naquele mar de vida em ciclone, dívidas e um abraço quente. Pobres palavras. O banho levará, a água levará, as margens levarão. Mas estará escrito, embaixo dos trechos que ninguém viveu. A tempestade que me devasta, e me reergue, no súbito da noite entrincheirada, se abranda na claridade de Poema.

Texto e foto: Eliéser Baco
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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Paredes Vermelhas

O brusco contato do meu olhar através da porta.
De efeito imediato, um retrato, dos dias que rumaram móveis.

Tão lento meu olhar nos degraus, no gestual da recordação
e nos céus que se compôs vermelho, naquela luz tão sua, velha casa.

Descascou os ferimentos de suas paredes.
Naquele timbre tão seu, o eco de meus percalços.


No sombreado relance de suas tintas, foscas, quentes, o sopé escuro atrás de mim, atrás da escada,
atrás de tudo que rodeou nossas circunstâncias, casa antiga.
Minha cantiga ecoou, recorda? antes de eu sair pela ventania.
Tanto me acolheu, o brusco contato do efeito imediato de suas vermelhas paredes, ardis.
Como os sonhos que de mim recolheu e nunca se esqueceu, minha antiga e tão estimada morada.
Vou.
Os detalhes em branco, como folhas invernais, antes da escada, sei que quase ninguém notou.
Como o mundo a mim. (Eliéser Baco)
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Eliéser Baco escreveu esse texto se baseando na obra fotográfica de Sven Fennema, particularmente na imagem presente nesse post.
Texto: Eliéser Baco.
Foto: Sven Fennema

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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