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sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Paredes Vermelhas

O brusco contato do meu olhar através da porta.
De efeito imediato, um retrato, dos dias que rumaram móveis.

Tão lento meu olhar nos degraus, no gestual da recordação
e nos céus que se compôs vermelho, naquela luz tão sua, velha casa.

Descascou os ferimentos de suas paredes.
Naquele timbre tão seu, o eco de meus percalços.


No sombreado relance de suas tintas, foscas, quentes, o sopé escuro atrás de mim, atrás da escada,
atrás de tudo que rodeou nossas circunstâncias, casa antiga.
Minha cantiga ecoou, recorda? antes de eu sair pela ventania.
Tanto me acolheu, o brusco contato do efeito imediato de suas vermelhas paredes, ardis.
Como os sonhos que de mim recolheu e nunca se esqueceu, minha antiga e tão estimada morada.
Vou.
Os detalhes em branco, como folhas invernais, antes da escada, sei que quase ninguém notou.
Como o mundo a mim. (Eliéser Baco)
........
Eliéser Baco escreveu esse texto se baseando na obra fotográfica de Sven Fennema, particularmente na imagem presente nesse post.
Texto: Eliéser Baco.
Foto: Sven Fennema

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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