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domingo, 31 de janeiro de 2016

Cyberheart

Um nome estava nas minhas senhas. No meu teclado, harmonioso e sutil, entre sol e bemol. A formação dos nomes, letra, ritmo, conjunção e tecnologia de nossa informação. Uma sina confundia-se com a minha, seu aroma com minha tentativa de poema. Caixa de entrada, voz das minhas linhas entre o rascunho do dia e o envio ao...

Em um recomeço tardio, a contagem de caracteres, de atos machos, de gritos ensandecidos, esquecerá ou nunca deterá minha essência como a senha do seu dia? Recarregue a bateria, recoloque a tomada no dispositivo. O vinho da vida foi lido? Digerido ou vomitado na parede de uma história? Aperte o botão e tudo é novo, de novo. Canção que faltava? É a moska em desejo secreto? Eu sei que você sofreu. Um par de tênis desconectado. Olhar cyberfrio descaminha em minha direção. Trocarei as senhas. Pode-se comprar Empatia sem prazo de validade no mercado? Tardiamente. Um nome, linha do tempo sobre amigos, fotos e mais: trabalha na empresa, estudou na instituição de ensino, mora em, estado civil, informação de onde veio, nasceu em tal dia de tal mês daquele ano. Queda na transmissão de dados. Queda.

Você tem lembrança com "reticências" e outras duas pessoas para recordar hoje.
Não tem?
Queda na transmissão de dados.
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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

Eliéser Baco - direitos reservados na Biblioteca Nacional