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domingo, 13 de março de 2016

O cão de pelo duro - 001

"Uma vez eu queria ser a maior
Dois punhos de pedra sólida
Com um cérebro que poderia explicar
Qualquer sentimento" - Cat Power (The Greatest)


Os percorridos grampos pelo chão. As hastes que sobraram da praia.
A luz que entrecaminha no entre-espaço na fresta da porta. A borda da vida, da comida e o fio daquela roupa esquecida. Parece haver um certo punhado esquecido de areia nos meus olhos.
Esse foi meu melhor momento: compreender que os detalhes de algumas almas se chocaram com meus olhos... e então pude esquecer algo bom naquela página, deixada para trás.

O ramo de flores se foi. Eu não tenho o que ostentar, senão o que percorri durante todos esses anos.  Talvez, o resultado do esbarrar de meus olhos com os detalhes daquelas almas, que ninguém viu, de fato.
Queria poder traçar o mapa de alguns pensamentos que tive a respeito de alguns mistérios. Mas não é uma marca, um signo, um logo, então talvez não seja comercializável. O que é um disparate, presumo.

Estive a ler alguns trechos do futuro.
E foi uma canção bela que ouvi enquanto lia.  

(Pode-se dizer que o rumo naufraga e te impulsiona, quase afogado, dentro de outra vida.)
..........

Texto e foto: Eliéser Baco

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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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