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segunda-feira, 11 de abril de 2016

Lost cause, autorretrato (Eliéser Baco)

Amarei por minha literatura. Serei fraco em minha música. Olharei as nuances dos gestos e vestes em minha fotografia. Chorarei meus sonhos em roteiros. Derramarei alma e sortilégios na iluminação que tecerei para um curta-metragem.

Ali repousará minha essência. Minha voz é do oceano, é da vinha. O meu abraço é no vento.

O caos pertence aos vossos corações.

O status. O poder de romper uma vida em duas.


Rompi com a degustação que fizeram do meu melhor.  Sou a loucura a passear pelos escombros dessa metrópole corrupta. Não tenho e nunca terei a cor preferida. Os cabelos, o modo de abrir a carteira. Os trejeitos e os modos e as teclas e as rodas e a carroceria que emula a distopia de vossas frustrações.

Costas um pouco arcadas. Defeito na sobrancelha. Ansioso, que a voz até tremula e rebate na parede, minha prece cinza. Os concretados acima dos prédios entendem-me. os gárgulas. O disparate em forma de tecidos rasgados pintados com pressa e pinceladas fortes em amarelo e azul.


Noite estrelada ao meu redor.

O caos pertence aos vossos corações. Sobrevivi. Duas mortes. Uma causa perdida?

Meus olhos já não ardem mais. Meu coração já repousa no oceano, na vinha.
Amarei, serei fraco, nuances de meu choro contido e ajoelhado, a alma esvoaçada... deixarei tudo por lá. Não me procurem. Noite estrelada ao meu redor. O poder de romper uma vida em duas. Ou mais.
Os estilhaços ainda a procurar. A degustação de meu sorriso perdido.

Lorena? Isadora? Quais nomes mais devolverei aos sonhos acalentados da infância? Eliéser Baco II?

Noite estrelada ao meu redor. A loucura me abraça no oceano de minha essência, enquanto reformulo cânticos na vinha de meus olhos. Sou o louco. O fraco. De espasmos tardios na alma que transbordou em vagabundos versos prosados.
Encontrem-me na obra resvalada, esfarelada pelos dedos.
O vento peregrino, disparate em forma de tecidos rasgados com pressa, em pinceladas em cinza, amarelo, azul em estrutura imensa, de tão bela.

Au revoir.
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Texto e fotos: Eliéser Baco





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Bebedouro

"Ainda não consigo ter pena quando o mal encontra em nós, bebedores de sangue, o dia da desforra. Ainda não consigo perdoar aquilo que eu nunca faria para outra pessoa com tanta frieza, dissimulação e carisma nos olhos. Está aí prontamente a distinção de parte do que fui feito nas décadas, da maré que me fez derrubar o sangue alheio na minha realidade. Sombrias formas de olhar caminhos cruzados, ácido que sai nas linhas e na voz quando o cansaço encontra a raiz para a paz momentânea, e os nossos ossos só querem ferir, proteger os nossos e ferir quem atinge ideais, história sã e a nossa verdade. Nossa realidade por vezes má, confesso"

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